Brooklyn Nets
Contra Orlando nesta temporada
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Dom, 31 jan
18h00 (horário de Orlando) a partir de US$ 31Brooklyn Nets
História
Um time com duas vidas. Nasceu em 1967 na ABA — a liga rival que a NBA acabou absorvendo — com o nome de New Jersey Americans; virou New York Nets em 1968, quando passou a jogar em Long Island, e em 1977 voltou para Nova Jersey. Foi na ABA que ganhou dois títulos com Julius Erving, o Dr. J, o jogador que popularizou boa parte do que hoje se chama de enterrada. Quando as duas ligas se fundiram, em 1976, o time precisou vender Erving para o Philadelphia para conseguir pagar a taxa de entrada na NBA.
Na NBA, nunca foi campeão. Chegou a duas finais consecutivas, em 2002 e 2003, com Jason Kidd comandando um dos contra-ataques mais rápidos da época, e perdeu as duas. A terceira vida começou em 2012, quando o time se mudou para o bairro do Brooklyn e trocou nome, cores e identidade visual — preto e branco, sem nenhuma outra cor.
Estrelas
Brooklyn fechou a temporada 2025-26 em 20-62. O elenco vinha sendo reconstruído a partir de jogadores jovens e de um volume grande de escolhas de draft, depois de uma fase em que reuniu grandes nomes sem os resultados esperados.
Em 2026 o clube mexeu de novo: negociou o pivô Nic Claxton e recebeu, numa troca de quatro times, o ala-pivô Julius Randle, três vezes convocado para o Jogo das Estrelas. No draft, escolheu Mikel Brown Jr. na sexta posição.
Para quem vai ao ginásio, é um time em transição, e isso se vê em quadra: muita rotação de peças, um ataque que ainda procura identidade e jogos que raramente terminam do jeito que a tabela sugere.
Curiosidades
Os dois títulos do clube são de uma liga que não existe mais: a ABA, que usava bola tricolor e criou o concurso de enterradas.
A linha de três pontos não foi invenção da ABA — ela já era usada pela ABL em 1961 e foi adotada pela ABA em 1967, o que ajudou a popularizá-la antes de a NBA aderir, em 1979.
Em 1976, para entrar na NBA, o clube vendeu Julius Erving por três milhões de dólares. A torcida levou vinte anos para perdoar, e o episódio é citado até hoje como uma das piores vendas do esporte americano.
A arena fica no Brooklyn, e os moradores fazem questão da distinção: são de Brooklyn, não "de Nova York" — mesmo estando dentro dela. O outro time da cidade, os Knicks, joga em Manhattan.
O uniforme preto e branco foi desenhado para não parecer com o de nenhum outro time da liga.
Rivalidade com Orlando
Orlando e Brooklyn nunca se enfrentaram numa série de playoffs, em nenhuma das encarnações do clube — nem como New Jersey Americans, nem como New York Nets, nem no Brooklyn.
O que faz esse jogo valer não é o equilíbrio entre os dois. Em 2025-26 o Brooklyn fechou em 20-62 e o Orlando em 45-37, levando o Detroit ao sétimo jogo na primeira rodada dos playoffs. São momentos bem diferentes de dois projetos, e a partida costuma deixar isso à vista.
Em quadra, nenhum dos dois corre tanto quanto a fama sugere: o Brooklyn jogou num dos ritmos mais baixos da liga, com pouco mais de noventa e sete posses por partida. O que costuma sustentar o placar é a defesa dos dois lados, ainda em construção.