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RonaMagic
Chicago · Conferência Leste · Divisão Central

Chicago Bulls

Desde 1966 6 títulos CHI

Contra Orlando nesta temporada

  • Qui, 28 jan

    Chicago Bulls

    19h00 (horário de Orlando) Faixa 4 a partir de US$ 31

História

Seis títulos, todos nos anos 90, todos com Michael Jordan. É um dos times mais conhecidos do mundo fora dos Estados Unidos, e para uma geração inteira de brasileiros foi a porta de entrada no basquete: a camisa vermelha com o número 23 chegou ao Brasil antes das regras do jogo.

Foram dois tricampeonatos, de 1991 a 1993 e de 1996 a 1998, separados pela aposentadoria temporária de Jordan, que passou uma temporada jogando beisebol profissional. Aquele elenco é o padrão com que todos os outros são comparados até hoje, e a série documental sobre a última temporada, lançada em 2020, virou o documentário mais assistido da ESPN.

Depois da saída de Jordan e do técnico Phil Jackson, em 1998, o clube foi desmontado de uma vez. Voltou ao topo em 2010-11, com a melhor campanha da liga e o prêmio de melhor jogador para Derrick Rose — mas uma lesão de joelho interrompeu aquele ciclo antes que ele rendesse uma final.

Estrelas

Na temporada 2025-26, Chicago fez 31-51 e terminou em 12º no Leste — fora até do play-in, o torneio que define as últimas vagas dos playoffs, pela primeira vez desde 2021. Está longe do peso que o nome carrega: as últimas temporadas foram de reconstruções curtas, interrompidas antes de darem resultado.

Para o torcedor brasileiro, ainda é o jogo com maior valor simbólico do calendário. A camisa vermelha na quadra adversária mexe com a arena mesmo sem Jordan, e é comum ver quase tantas camisas dos Bulls na arquibancada quanto do time da casa.

Se você cresceu vendo os anos 90 pela televisão, este é o jogo que traz aquilo de volta — mesmo que o basquete em quadra seja outro. E mais rápido: em 2025-26, Chicago jogou no segundo ritmo mais alto da liga, 102,5 posses de bola a cada 48 minutos.

Curiosidades

A campanha de 1995-96, com setenta e duas vitórias, foi por vinte anos a melhor da história da liga — superada em 2016 por um time que acabou perdendo a final.

O ginásio é o United Center, e há uma estátua de Jordan no átrio do prédio, dentro da área de circulação do público. É ponto turístico da cidade, com fila para foto em qualquer dia do ano.

Jordan jogou beisebol profissional entre os dois tricampeonatos, no nível Double-A, pelo Birmingham Barons.

Scottie Pippen, o segundo nome daquele elenco, teve por anos um dos contratos mais baratos da liga — assinado cedo, longo demais, e nunca renegociado.

Derrick Rose foi o mais jovem a ganhar o prêmio de melhor jogador da NBA, aos 22 anos.

O ginásio tem capacidade para mais de vinte mil pessoas.

Rivalidade com Orlando

Aqui há um capítulo real da história de Orlando: em 1995, o time eliminou Chicago nas semifinais da conferência por 4 a 2, com Jordan recém-voltado do beisebol e usando o número 45. O lance que resume a série é o roubo de bola de Nick Anderson em cima de Jordan no primeiro jogo, nos segundos finais.

Não foi a única derrota de Chicago no Leste naquela década — Detroit havia feito o mesmo em 1990, e Nova York em 1994 —, mas foi a única série que Jordan perdeu em quadra depois do primeiro título.

Jordan voltou ao 23 já no segundo jogo daquela série, e o clube foi multado por trocar o número sem avisar a liga. Não adiantou. Na temporada seguinte vieram a melhor campanha da história até então e o título. A série de 1995 continua sendo o resultado mais lembrado da torcida de Orlando contra um adversário de peso.

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