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RonaMagic
Portland · Conferência Oeste · Divisão Noroeste

Portland Trail Blazers

Desde 1970 1 título POR

Contra Orlando nesta temporada

História

Um título, em 1977, com Bill Walton — um pivô genial e constantemente lesionado, que nunca completou uma temporada inteira e mesmo assim comandou a campanha do troféu. Fundado em 1970, o clube tem uma das torcidas mais fiéis da liga em proporção ao tamanho da cidade: foram mais de oitocentas partidas consecutivas com a casa cheia, entre os anos 70 e os 90 — sequência que só outro clube do esporte americano superou.

A história moderna passa por Clyde Drexler nos anos 90, com duas finais perdidas — uma delas para o Chicago de Jordan —, e depois pela era Damian Lillard, um armador de arremessos absurdamente longos que levou o time aos playoffs por quase uma década sem nunca ter um elenco à altura em volta dele. Lillard voltou ao clube em 2025, depois de duas temporadas fora, e perdeu a temporada 2025-26 inteira se recuperando de uma ruptura do tendão de Aquiles.

Estrelas

Portland voltou aos playoffs em 2026, a primeira vez desde 2021: fechou a fase regular em 42 vitórias e 40 derrotas, venceu o Phoenix na repescagem e caiu em cinco jogos para o San Antonio na primeira rodada. Na intertemporada de 2026 chegou Ja Morant, numa troca em que Portland mandou Jerami Grant e Kris Murray ao Memphis.

É um time de perímetro, que arremessa muito de longe — e que em 2025-26 ficou no meio da tabela nos dois eixos que decidem o placar: 100,5 posses por partida, décimo da liga, e 115,5 pontos, décimo sétimo. Não é o jogo de placar alto que o calendário garante, e também não é dos travados.

Para quem monta a viagem com orçamento apertado, é uma boa escolha: a experiência de arena é a mesma dos jogos mais caros.

Vale conferir a escalação do dia. O elenco mudou bastante nas últimas temporadas, e a disponibilidade de Damian Lillard em 2026-27 depende da recuperação — o clube não divulgou prazo de retorno. Nenhum ingresso garante quem entra em quadra.

Curiosidades

Em 1984, Portland tinha a segunda escolha do draft e selecionou Sam Bowie. A escolha seguinte, a terceira, foi Michael Jordan — é o erro de draft mais citado da história do esporte.

Damian Lillard eliminou o Oklahoma City em 2019 com um arremesso de quase doze metros no estouro do cronômetro, e ficou acenando adeus para o banco adversário.

A torcida se chama "Rip City", apelido criado por um narrador de rádio em 1971 que nunca soube explicar o que quis dizer.

Portland tem um único time entre as quatro grandes ligas americanas, mas não é a maior cidade nessa situação: San Antonio, com mais de um milhão e quatrocentos mil habitantes contra os pouco mais de seiscentos mil de Portland, também tem só o time de basquete.

O ginásio é neutro em carbono — compensa cem por cento da eletricidade e do gás que consome — e foi a primeira arena a receber a certificação ambiental LEED O+M Platina, em 2019.

Bill Walton virou comentarista e ficou conhecido por falar de qualquer assunto durante os jogos.

A cidade fica três horas atrás de Orlando no fuso, o que faz dos jogos por lá os mais difíceis de acompanhar do Brasil.

Rivalidade com Orlando

Nenhuma série de playoffs entre os dois, nenhum motivo histórico de rivalidade. A distância também é de conferência: equipes de conferências diferentes se veem duas vezes por temporada, uma em cada cidade.

Nada disso atrapalha quem vai à arena uma vez na vida. Encontros raros costumam ser mais abertos, porque nenhum dos dois passou a semana desmontando o outro no vídeo — o que sobra é basquete jogado no impulso, com menos script e mais decisão tomada na hora.

Há um detalhe prático para o torcedor brasileiro: jogos em Portland começam tarde demais para quem assiste do Brasil — quase sempre depois da meia-noite. Ver este time ao vivo numa viagem é, para muita gente, a única chance real de assistir a uma partida inteira deles.

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